Texto Andrea Tavares Colaboração Fabrizio Del Ducca
Eles são companheiros constantes da roqueira Rita Lee. Escuros para o dia-a-dia ou com lentes coloridas e mais claras para os shows, dentro e fora dos palcos, a cantora não abre mão de seus óculos. Por isso, a 20/20 foi pesquisar uma imagem de outras épocas e, nestas páginas que sugerem modelos de hoje para compor o look do passado de celebridades ou personagens icônicos, promove uma releitura do visual de Rita.
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Nove coisas sobre Rita Lee
De família de imigrantes norte-americanos, Rita Lee Jones nasceu em 31 de dezembro de 1947, em São Paulo. Enquanto o pai acreditava em esoterismo, a mãe era extremamente católica. Seu apelido é Ritz.
A mãe escolheu o nome Bárbara mas, ao comentar com o marido que era uma santa que tinha morrido virgem, ele sugeriu que mudassem para a Rita – afinal, essa última podia até ser santa também mas, pelo menos, tinha casado e tido filhos.
Rita sonhava em ser médica veterinária, mas, aos 16 anos, formou a primeira banda Teenage singers (1963), depois vieram Túlio trio e Six sided rockers (ambas em 1964), Os bruxos (1966) que, posteriormente, se tornou Os mutantes, da qual fez parte até 1972. Época em que iniciou seu mergulho nas drogas. A carreira solo veio em 1978, após montar o Tutti Frutti.
Rita Lee se destacou não apenas pelo seu talento musical, mas pelo espírito moleque. Em um mundo de homens, tornou-se a rainha do rock brasileiro, autoridade máxima incontestável. Sobre isso, ela mesma comenta: “a mulher administra mais buracos que o homem: eu, sendo mulher, desacatando a autoridade masculina; era o máximo”.
Em 1976, conheceu e se apaixonou pelo guitarrista Roberto de Carvalho. Além do casamento e dos três filhos, iniciou com ele uma parceria musical que lhe rendeu uma lista infindável de sucessos, tais quais Mania de você, Doce vampiro, Chega mais, Lança perfume, Baila comigo, Banho de espuma, entre tantos outros.
No mesmo ano, grávida de três meses, Rita Lee foi presa acusada por porte de droga. Ficou um mês na prisão e um ano em regime domiciliar. Sobre a reclusão, declarou: “nunca me senti tão livre na vida. Eu não me misturava com nada e eu era tudo, era um tempo especialíssimo”. Ao sair, lançou o sucesso Festa de arromba, em parceria com Paulo Coelho.
Nas suas performances extra musicais, Rita protagonizou o programa TVLeezão (1991), na MTV Brasil, teve participações nas novelas globais Top model (1990) e Vamp (1991), lançou quatro livros infantis, interpretou Raul Seixas no curta metragem Tanta estrela por aí – que lhe rendeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema de Gramado em 1992 - e foi colaboradora das revistas Leros (entre 1999 e 2002) e Revista da MTV (de 2001 a 2003). Por conta de seu estilo irreverente, em 2007, foi a musa inspiradora do estilista Amir Slama que criou uma coleção de 15 camisetas para a sua marca Rosa Chá, cujas referências se basearam no ar urbano e contemporâneo da cantora.
Dona dos imortais hits Ovelha negra, Jardins da Babilônia e Miss Brasil 2000, hoje, aos 61 anos, tem 34 discos lançados, coleciona prêmios Shell e Sharp, além do Grammy latino de melhor disco de rock de 2000. Avó coruja assumida da menina Isabela, a rainha do rock brasileiro se declara “careta” das drogas e de bem com a vida em família. |
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Mais: a série de três DVDs Biografitti, editada pelo selo carioca Biscoito fino, reúne um manancial riquíssimo de informações sobre Rita Lee, com depoimentos e performances musicais. Satisfação garantida. |
© Divulgação
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